quinta-feira, 2 de agosto de 2012

igreja cristã maranata - ungidos do senhor

Nicolaitismo: “Ungidos do Senhor”





A apostasia está chegando a galope e estamos cada vez mais assustados, pedindo que Deus nos livre de cair nesse engodo que tem penetrado na Igreja, onde a vasta maioria dos líderes das igrejas já deixara de pregar realmente a Palavra santa, pela qual todos nós seremos julgados (Joa. 12:48). Todos eles estão sofrendo a influência de certos autores modernos, que em sua maioria se escondem sob uma capa da cultura bíblica, mas que, na realidade, são escravos da psicologia humanista, tendo como verdadeira religião o liberalismo predominante no mundo e, infelizmente, também na Igreja.

O que se vê em toda seita religiosa e hoje em muitas igrejas ditas “evangélicas” é um governo nicolaítapredominando, um tipo de governo que Jesus detesta – “Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço” (Apo 2:15). Certas igrejas do nosso tempo herdaram ou copiaram, por tradição, essa doutrina do Romanismo, e a Igreja do Senhor engrenou na estrada da apostasia, voltando ao redil do primado, do papismo, quando não publicamente, mas na maneira de agir e pregar suas doutrinas espúrias.

Sobre um governo nicolaíta, a Bíblia fala brevemente:

“Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca”. Apocalipse 2:12-16

O vocábulo nicolaíta é composto de duas palavras: ‘nicao, que significa ‘vencedor’ ou ‘conquistador’, e ‘laos’, que significa ‘laicato’, ou governo do povo. Portanto, nicolaíta é alguém que governa sobre o povo comum.  Utilizando termos eclesiásticos, uma definição mais ampla identificaria os nicolaítas como “os oficiais da igreja (bispos, prelados, pastores, sacerdotes, ministros, etc.) que conquistaram ou impuseram domínio sobre o povo leigo. Em outras palavras, nicolaítas são aqueles que mandam nos membros da igreja, como se estes fossem sua própria conquista. E isto é exatamente o que Deus odeia! Encontramos evidências disto em qualquer dicionário ou livro que fale de hierarquia eclesiástica. De fato, “hierarquia” implica poder e domínio. Maior evidência, encontramos na religião católica, quando esta, no concílio de Trento, declarou: “Se alguém disser que na Igreja Católica não exista uma hierarquia estabelecida por regulamento divino, consistindo esta de bispos, presbíteros e ministros, seja anátema.

nicolaitismo era uma heresia que se formava já no fim da era apostólica, com os falsos mestres deturpando a Pureza da Doutrina de Cristo e seus Apóstolos. A doutrina nicolaíta concebeu a idéia de uma casta especial e superior na Igreja, ou seja, o chamado Clero. Indo além, formou-se a ideia de uma hierarquia eclesiástica dentro deste mesmo clero. Há uma grande probabilidade, lógica e historicamente, de que estes nicolaítas, dos quais muito pouco se sabe, sejam os formadores do pensamento Católico Romano e, portanto, seus antecessores. Eles estavam, no final do séc. I, infiltrados nas igrejas de Cristo como podemos ver no texto acima citado. Evidentemente, este desejo de EXERCER PODER SOBRE O POVO, disseminou entre muitos homens de liderança nas igrejas, movidos pelo instinto carnal de DOMÍNIO, pela soberba e pela torpe ganância de posição e riquezas. Especialmente entre os pastores das grandes igrejas, nos grandes centros, com congregações numerosas, tornava-se uma tentação estabelecer uma ostentação de poder sobre o rebanho e outros pastores de rebanhos menores.

Eis o porquê de estabelecer-se o “centro da igreja” e o “trono do Papa”, como o maioral e chefe máximo do Catolicismo em Roma. Sendo ela a capital e maior centro urbano de sua época, Roma permitia a que seus pastores nutrissem uma imagem de mais poderosos e importantes que os demais. É claro que, com o apoio de Constantino (no começo do séc. IV) definitivamente o Bispo de Roma conquistou esta supremacia. Fora com o Nicolaísmo que preconizou o erro de uma IGREJA UNIVERSAL com sede em algum lugar. Nem mesmo a primeira Igreja, formada por Jesus pessoalmente, em Jerusalém, tinha autoridade sobre as demais.

Vejamos em Atos 15, a postura da Igreja de Jerusalém com relação a Antioquia, como mãe que exorta a seu filhoINDEPENDENTE num momento de necessidade, mas não considera justo lhe impor nada. Observe-se, ainda, o próprio falar dos Apóstolos Pedro e Tiago (que estavam em Jerusalém e não em Roma), como não exercem eles domínio sobre a Igreja, mas servem como conselheiros junto a Ela e com o Espírito Santo (vv.23,25 e 28).

Hoje em dia temos os nicolaítas (dentro da Igreja), aos quais se dá autoridade para governar as pessoas. Acontece, então, um sistema de duas classes, no qual a uma determinada pessoa do grupo é dada maior autoridade e preeminência sobre os crentes. Assim, nas igrejas, quando seus líderes são colocados em situação de superioridade administrativa ou organizacional, os membros são automaticamente classificados como inferiores! Os nicolaítas governam os crentes de maneira não bíblica, alguns crentes sujeitando-se de má vontade, e outros, voluntariamente.

O modelo é seguido de muito perto por alguns ramos protestantismo, sobretudo do pentecostalismo. Por ter uma organização mais democrática, com estabelecimento de conselhos e assembleias, as igrejas protestantes históricas são um pouco menos tentadas nessas áreas, embora não estejam imunes.

Percebemos, agora, de que maneira, sem que nos déssemos conta, desviamo-nos daquilo que Deus gosta e adotamos como prática aquilo que Ele odeia? No momento em que estabelecemos distinção entre ministros e leigos, líderes e liderados, pastores como “oficiais” e membros como “praças” da igreja, automaticamente estamos estabelecendo diferenças e nessas diferenças uns estarão situados em patamares superiores e outros estarão nos inferiores. Haverá membros superiores e membros inferiores. Acaso foi isso o que Cristo pregou?

Em Marcos, podemos ver claramente o ensino Jesus de que o grande é o que serve e não o que manda.

“Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.  Marcos 10:42-45

E em Mateus:

“Mas vocês não devem ser chamados ‘rabis’; um só é o mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus. Tampouco vocês devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês têm um só Chefe, o Cristo. O maior entre vocês deverá ser servo.” Mateus 23:8-11

As igrejas que são constituídas por num sistema hierárquico, ou seja, nicolaíta, consiste num verdadeiro convite ao abuso religioso. Esse tipo de regime autocrático centrado na figura carismática de um pastor assentado no topo da pirâmide predomina nas igrejas mais novas, em especial nas pentecostais e neopentecostais surgidas nos meados do século passado. Claro que não podemos generalizar, pois nesse meio tempo também surgiram igrejas sérias, fundadas por homens de Deus, com único objetivo de pregar o verdadeiro evangelho e ganhar almas para o Reino de Deus.

Assim como os católicos têm o seu sacerdócio, agora, a maioria dos pentecostais tem os seus profetas e apóstolos. Os membros das igrejas carismáticas vivem buscando receber a unção do Espírito Santo e as revelações do seu pregador “ungido”. Esses nicolaítas ensinam que precisamos chegar até eles, ouvir suas “revelações divinas” a fim de recebermos bênçãos. Esta fonte é indicativa do que está hoje acontecendo no Cristianismo… E do que sempre aconteceu no Catolicismo Romano.

O pastor Paulo Romeiro escreveu no livro “Decepcionados com a Graça”:

“Em termos de governo, o neopentecostalismo verticalizou a igreja. O líder forte no topo da pirâmide, que não presta contas a ninguém, que toma decisões sozinho em questões financeiras e doutrinárias, acaba tirando das pessoas a oportunidade de funcionarem como um corpo, como deve ser a igreja. Em tais circunstâncias, os abusos se multiplicam. Alguns líderes religiosos têm dificuldade de administrar o poder”.

O pastor Ed René Kivitz, ao seu turno, comenta no livro “Feridos em Nome de Deus”, a respeito da frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105:15) a qual tem sido empregada para os mais variados fins para justificar, de certo modo, a doutrina nicolaíta. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; crentes mal-orientados usam-na para defender certos “ungidos”; e outros ainda a empregam para reforçar a ideia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas:

“Outro meio de abuso é o conceito difundido de que o pastor é o “ungido do Senhor”. Este conceito é do Velho Testamento. Muitas igrejas evangélicas, especialmente as pentecostais e neopentecostais tratam sua liderança como eram tratados os profetas do passado, com reverencia intocável. Isso tudo é coisa do Velho Testamento. No Novo Testamento não há hierarquização, todos somos sacerdotes, reis e profetas, somos nivelados (1Jo. 1:20/29; Ap. 1:5-6). Há hierarquia no governo eclesiástico, ou seja, o pastor é autoridade sobre o membro no que diz respeito ao governo da igreja, mas não no que diz respeito à experiência pessoal com Deus (2 Co. 1:24). O pastor não é intermediário entre o rebanho e Deus, este papel pertence a Jesus, único mediador entre Deus e os homens (Heb. 1:1; 1Tm2:5). A única mediação que existe é a de Jesus Cristo. Está errada essa visão do Antigo Testamento de que o pastor é um oráculo profético. Isso não tem espaço no cristianismo”.

Quando examinamos o contexto da frase “Não toqueis nos meus ungidos”, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor”, neste específico contexto veterotestamentário, refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12:3-5; 24:6-10; 26:9-23; Sl 20:6; Lm 4:20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16:15-22).

Conquanto a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).

Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 1:.1-15; Tt 1:1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2:18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2:6).

Aparência, popularidade, eloqüência, títulos, poder, riqueza, status, anos de ministério… Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos dominadores, enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca. Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1:10-11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14:24-29).

O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.

Após o Derramamento do Espírito de Deus e o fim da Lei cravada pôr Cristo na cruz do Calvário, rompeu-se a barreira, e hoje todos nós cristãos somos privilegiados de receber a unção do Espírito, sendo nós, reis, profetas e sacerdotes diante de Cristo, sem hierarquias ou castas especiais dentro da Igreja do Senhor.

“E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.” Apocalipse 1:5-6

A unção de Deus é universal, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.” No versículo 27 assim escreve o apóstolo: ”Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.” O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito

“Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo. (…) Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1 Pedro 2:5/9

Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero, Diáconos, e etc., não são “unções” com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, vocação do Espírito Santo de Deus – funçções dada a alguém para exercer dentro do organismo vivo, que é o Corpo de Cristo. São termos originalmente gregos que significam funções (apascentador, ajudador, ancião, organizador etc.), e não cargos hierárquicos, que denotem promoções e postos superiores. É comissionamento, é chamado, é vocação para realizar certa tarefa na igreja. Por isso, não vemos onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal, no que faz incorrer, malignamente, no estabelecimento de hierarquias (nicolaitismo) dentro do Corpo de Cristo.

Nicolaitas, não são portanto, como muitos pensaram, seguidores de um “tal Nicolau”, nem do papai Noel (São Nicolau), mas os partidários da ideia de uma hierarquia dominante dentro da Igreja. Esta heresia tem influenciado o pensamento de muitos religiosos que pensam galgar degraus dentro de um sistema religioso, por vaidades, por fama, por prerrogativas, por atingir uma status “mais espiritual” do que os demais. Por isto, alguns pobres infelizes “querem ser pastores”, sem a chamada Divina, e até brigam por isto. Mas não deve ser assim nas Igrejas de Cristo!

Entendemos de onde vem a doutrina dos nicolaítas, à qual Deus tanto odeia? Ainda que já existam exceções em congregações isoladas, que se libertaram do domínio de estruturas opressoras, o desejo de assenhorear-se do rebanho do Senhor pode estar escondido e pronto para brotar no coração de líderes das novas comunidades independentes, que Deus está suscitando. Por isso, fiquemos atentos, como ovelhas de Cristo só devemos submissão a Ele, nosso Supremo pastor, que não poupou Sua própria vida para salvar-nos. Entre nós, não pode haver mais líderes, autoridades, maiorais, mas apenas SERVOS – pois todos gozam do mesmo statusEm Cristo todos estamos.

Quando nosso Senhor Jesus Cristo caminhou entre os homens, ensinou seus discípulos a ter cuidado com o “fermento dos fariseus”, a quem denunciou como hipócritas. Sob a mesma designação, incluiu também o sumo sacerdote, os oficiais do templo e junto os mestres (escribas ou professores) das sinagogas. Jesus declarou que estes tinham corrompido a verdade de Deus, com as doutrinas e ensinos dos homens. A verdade, tal como originalmente lhes tinha sido dada, não estava mais com eles. Aquilo que eles chamavam a verdade de Deus, já não era tal, e lhes convertia em cegos e líderes de cegos, fazendo com que seus seguidores tropeçassem e caíssem. Portanto, como uma advertência a todos aqueles que se uniam a Ele, o Senhor disse que aqueles homens não espirituais, que faziam longas orações simplesmente para colocar-se em evidência, dando espetáculo público, embora parecessem ter um conteúdo de humildade, queriam tão somente ser vistos pelos outros.  O que realmente aqueles homens desejavam era ocupar os assentos mais importantes em todas as festas. Queriam as saudações que recebiam nos mercados, dos homens verdadeiramente humildes e sinceros, mas que pretendiam ser aceitos por seus superiores e lhes dirigiam a palavra, chamando-os: “rabino”, “chefe”, “mestre”, “meu profesor”. (Mat. 23:8-11)

Jesus acrescentou ainda que, os líderes religiosos de Seu tempo, tinham o desejo carnal de querer ocupar o posto mais alto perante os olhos dos que formam o povo de Deus. A esses líderes, acusou de  extorsão e de abusos, e também lhes denunciou como “devoradores de lares e de viúvas”. Cristo lhes repreendeu por ser hipócritas, que aspiravam chegar a ser autoridade nas congregações do Deus altíssimo. Idênticas condições, tal como essas que Jesus descreveu, existem hoje em dia nas diversas Igrejas. Embora seja correto que há necessidade de ordem no trabalho para Deus e que Ele aprovou que reconheçamos e consideremos aqueles que nos admoestam, pregam e ensinam, é preciso distinguir bem entre os que são líderes para servir e os que, em vez disso, querem governar, militarizar a igreja.

Por que devemos valorizar os que pregam e ensinam, guiando-nos e conduzindo-nos no Senhor, em lugar de nos governar? Porque todos aqueles que estão sobre nós no Senhor são nossos pastores. E pastores, como todos sabem, devem guiar e conduzir, não dominar sobre o rebanho. Governo é a administração de um sistema humano por humanos. Nós, a igreja, temos um governante que está nos céus e é Jesus, que em Seus mandamentos nos impõe as regras que todos devemos seguir e que nos conduz, como o faz o Bom Pastor. Mas, por outro lado, temos que estar imbuídos de um espírito de moderação, e não achar que o governo do Espírito Santo é aquele que é realizado por revelações, visões para isso e para aquilo. Isso é muito perigoso. Pode ter aparência de humildade, mas é o contrário, é carnal; é uma humildade fingida, a qual é nada mais nada menos que uma soberba refinada.

É preciso reconhecer as lideranças como homens, que são.  Pedro era líder entre os apóstolos, mas cometeu erros no exercício de seu apostolado,  mesmo sendo orientado pelo Espírito.  Pedro foi repreendido por Paulo, que era um “novato”  e foi uma repreensão pública (Gal. 2:14). Os apóstolos eram inspirados pelo Espírito, mas eles eram líderes e humanos passíveis de erros. O próprio Paulo reconhece um espinho na carne, que era nada mais nada menos que um emissário de Satanás. Não reconhecer fraquezas espirituais, humanidade, deficiências é negar a Graça.  Mas ajuntamentos humanos possuem líderes humanos que precisam ser reconhecidos
como tal.   Amanhã essas lideranças vão errar como em qualquer denominação acontece, poderão ser repreendidas, poderão voltar atrás, reconhecer erros, pedir perdão e acertar. Essa é a diferença de uma Igreja decente para uma igreja falsa, carregada de falsa humildade.

Erros como o de se pensar que  os Pastores podem realizar Batismo ou ministrar a Ceia, efetivamente não tem base bíblica e provém do pensamento nicolaíta de que estes são uma categoria com “poderes” especiais. Se uma Igreja tem Pastor local, é evidente que, sendo este seu LÍDER espiritual deverá exercer tais funções mas, caso a Igreja não o tenha, deve entender que a autoridade para estes serviços foi dada à Igreja e Ela pode escolher um irmão local que tenha boas condições espirituais e esteja assim apto a liderar a Igreja em tão solenes atos. É claro que, se assim entender, a Igreja poderá também convidar o Pastor de uma Igreja irmã para lhe prestar estes serviços, embora não o seja absolutamente necessário. Jesus concedeu à Igreja esta autoridade e não ao pastor. Ele o faz, como servo (que é o verdadeiro significado da palavra MINISTRO) da Igreja.

Cristo estabeleceu irmãos com condições funcionais diferentes, apenas, na Igreja, mas isto foi feito apenas visando o melhor desenvolvimento dos crentes e organização da Igreja e não para estabelecer uma hierarquia dominante (Ef. 4:11-12 e 1 Cor. 12:12-31). Assim, era necessário que houvesse apóstolos, pastores, mestres, pregadores e evangelistas, mas isto não é uma corrente hierárquica onde um manda no outro, e o outro obedece servilmente. Cada um deles tem autoridade, mas só aquela concedida, na medida de suas limitações humanas e funcionais, não pelo título que ostenta, mas pela igreja, de acordo com o que o Espírito Santo lhe concede pela Palavra.

Todo Ministro de Deus deve ser respeitado por causa da sua função como líder e condutor espiritual da Igreja e como um irmão que seja um bom exemplo ao rebanho (Hebreus 13.7 e 17). Mas isto não o faz “dono da igreja” e todo pastor tem que tomar o cuidado de ser zeloso sem, no entanto, exercer domínio por força sobre o rebanho (I Pedro 5.1-4). Na Bíblia Vida Nova encontramos um bom estudo a respeito, no item 2.085 – “Características dos verdadeiros ministros” do que destacaríamos: Humildade, abnegação, gentileza, dedicação e afeto para com o rebanho. A atitude de poder sobre a Igreja é Diabólica e Maligna e, portanto, precisa ser totalmente rechaçada.

O movimento destas seitas dos “ungidos” tem contribuído para a união do pentecostalismo com a Igreja de Roma, pois todos têm a mesma teologia -Reconstrucionista/Dominionista – gerada no cérebro de Agostinho de Hipona, o qual foi canonizado como santo católico, pois sempre desempenhou um papel fundamental em favor dessa nefasta união.

Sendo assim, nosso papel como Ministros de Deus, seja Missionário, Evangelista, Professor (mestre), Pregador, Diácono ou Pastor, é o de SERVIR e não permitir que a síndrome de Lúcifer se aposse de nós, fazendo com que presumamos de nós mais do que realmente somos. Liderança é necessária para que haja organização, ordem, decência e, principalmente edificação, seja na Igreja ou em encontros de várias igrejas, jovens, e mesmo de pastores e obreiros. Mas nunca liderança em uma igreja cristã deve denotar o primado ou a superioridade entre os demais (Lucas 22.26). Isto estraga a comunhão, prejudica o aprendizado e a edificação dos participantes. Não sejamos como Diótrefes, um exemplo bíblico de nicolaíta que, buscando o primado, tantos males causou (3 João 9-10).

Que em tudo tenha Cristo a primazia (Col 1.18) e nós tenhamos nossos irmãos em consideração como superiores a nós mesmos (Flp. 2.3).

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Referências:

1.     Mary Schultze, 29/01/2008 – www.cpr.org.br/Mary.htm;

2.     Pr. Waldir Ferro, Sola Scripttura – solascriptura-tt.org

3.     Pr. Ciro Zibordi, Blog do Ciro – cirozibordi.blogspot.com.br

4.     Bíblia NVI – Nova Versão Internacional

fonte: http://obramaranata.wordpress.com/nicolaitismo-ungidos-do-senhor/

igreja cristã maranata - valentes da obra - e sua esposa, feito uma “banana otária” trabalhando para enriquecer as malas do Panteão Capixaba

Pois é, Jenu, mais um bonzão da ICM, és tu, né, champs?!

Vira essa tua boca mentirosa para lá. Hipócrita!

Olhem um dos absurdos que essa apostila da ICM ensina no seu ítem 11:

11- Os valentes da Obra também são assim:
* A irmã que enfrenta o marido não crente todos os dias.
* O jovem que se dedica ao serviço no Maanaim.
* Os que abrem mão do conforto fazendo as madrugadas.
* A irmã que entende a revelação e abre mão da calça comprida.
* Os pastores e obreiros que viajam.
* Os trabalhadores do Maanaim, etc.
* Os que se gastam pela Obra.

Que coisa horrível isso! Isso é maligno! Pervertido! Diabólico!

Baixem o artigo e leiam exatamente o que ela diz. Isso é uma indecência! Uma imoralidade!

Esses lobos ensinando que as esposas confrontem seus maridos em nome dessa “Obra”. Desde quando a Palavra de Deus ensina isso, hein, seu cínico?

“E, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele. Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos.”
1 Coríntios 7:13-14

Mas a “Obra” cria na cabeça dessas mulheres um clima de guerra contra o marido que se opõe à ICM. Claro, qual é o marido, coitado, seja não crente, até mesmo crente mesmo, que vai ficar feliz com esse monte de atividades na “Obra”, e sua esposa, feito uma “banana otária” trabalhando para enriquecer as malas do Panteão Capixaba, enquanto o marido fica sozinho com os filhos? Isso é trabalhar para Deus? Uma ova que é! Isso é trabalhar para uma instituição religiosa!

Trabalhar para Deus é algo muito mais singelo, belo e bonito, em ações e caridade, na pregação da Palavra de Deus. Mas os truculentos pela religiosidade desta seita monstruosa acham que caridade e amor aos necessitados é coisa de “evangelho social”. Sei…

Evangelho social… E o que é então ficar feito uma babaca varrendo os templos, capinando e oferecendo cafezinho e almoço na bandejas para os apstores no maanaim? Isso é o quê?

Para mimé coisa de babacas!

Só para quem sofreu mesmo com uma mulher envenenada pelo Presbitério, fanatizada e embrutecida de religiosidade nervosa e ativista, para entender o que a ICM causa nos matrimônios.

E ainda mais, vem esses verdugos do Presbitério aterrorizar a mulhereda dizendo que DEus, o próprio Deus, está REVELANDO que a saia deve ser usada. “Revelação da saia” pff… Me poupe…

Como disse uma migo meu, só uma pessoa muita burra para se submeter as mentiras apregoadas pela ICM. Ridículo.

Admisnitrador do Blog, desculpe-me as palavras. Aprove meu comentário, por favor. Mas fiquei indignado com essa lingua CÍNICA, SONSA e MENTIROSA de muitos defensores desta seita que por fora é muito bonita aos nososs olhos, mas por dentro é cheia de podridão, como sepulcros caiados.

Olha, trabalho na justiça, e as pessoas que sofreram com isso, têm todo direito de acionar esses patifes da Suprema Corte Marnática pelosd anos morais causados à sua pessoa. Exijam a devolução de todos os dízimos que vocês contribuíram. Alías, nessa altura, é bom mesmo, então, eles continuarão se estribando a base da boa fé das pessoas.

fonte: http://obramaranata.wordpress.com/2011/06/27/refutando-a-icm-valentes-da-obra/

igreja cristã maranata - Clamor Pelo Sangue de Jesus

1. Clamor Pelo Sangue de Jesus

A doutrina do “Clamor” é a condição imprescindível do adepto proferir uma frase pré-elaborada como um mecanismo fundamental para provocar a atenção de Deus. Essa doutrina consiste na dogmatização da frase “Clamamos pelo poder do sangue de Jesus”, em sua estrita literalidade, obrigatoriamente proferida no inicío de toda oração petitória, como um mecanismo incondicional para que a aspersão do sangue de Jesus (a Graça de Deus) possa ser executada na vida do crente. Ensina-se que somente sob condição de recitar a frase, fazendo menção de um pedido pelo sangue de Jesus, é que a oração chegará válida ao trono de Deus, de modo que, só assim, a remissão dos pecados, pelo sangue de Jesus, seja efetivada na vida do crente – no que perfaz uma reza. Em outras palavras, um mantra repetido de cor a cada início de reunião e em preces de súplica, sem o qual, segundo a doutrina da Maranata, torna-se sem validade a oração proferida e em cuja ausência não pode, efetivamente, haver comunhão com Deus e remissão dos pecados.

O fundamentalismo da observância desse dogma seria um modo do crente apresentar-se diante de Deus o reconhecimento da fórmula (a sua crença e oferta) para a remissão de seus pecados, de modo que, sem a menção…pelo poder do sangue de Jesus”, o crente não estaria validando, para a sua vida, o poder remidor do sangue de Jesus. Na prática, entende-se que a doutrina cristã da remissão dos pecados não depende mais exclusivamente do arrependimento dos pecados e, sobretudo, da fé (crença) na obra messiânica de Jesus Cristo, mas sim, para a teologia da Maranata, a remissão só teria, de fato, eficácia sob a condição indispensável de o adepto recitar o mantra “…pelo poder do sangue de Jesus” no início da oração. Não obstante a doutrina da Nova Aliança ensinar que todo pedido deve ser feito “em nome de Jesus” (ou seja: por comissão de Cristo), crendo, de antemão, de pura consciência, no Sacrifício do Cordeiro Eterno (Aspersão do sangue de Jesus), a Maranata, porém, atualizou essa doutrina, ensinando, agora, que além disso, é imprescindível o crente suplicar, clamar ou pedir “… pelo poder do sangue de Jesus”, caso contrário, a remissão dos pecados ou a proteção divina não terá eficácia.

Sendo assim, na Maranata, o adepto antes do início de qualquer atividade na Igreja deve obrigatoriamente “clamar pelo poder do sangue…” para que efetivamente ele e os reunidos sejam limpos dos pecados e tenham suas vidas renovadas, e, por fim, tornem-se espiritualmente “aptos” para realizar as tarefas eclesiásticas (cultos, mutirões, ensaios, reuniões etc.). Seja atividade de cunho espiritual ou até mesmo secular, enfim, o “clamor pelo sangue…” deve ser sempre recitado para que Deus esteja a abençoar a atividade. Se aquele que for conduzir a oração e nela esquecer ou ignorar a menção do “clamor”, imediatamente, o orador será censurado por um zeloso e atencioso adepto, o qual, por sua vez, recitará devidamente a reza. É também o “clamor” reputado como instrumento para chamar a atenção de Deus para o crente ser revestido de proteção e segurança divina, conta investidas do Maligno. Segundo tal dogma, o crente deve “estar no clamor” para que, só assim, Deus possa operar com sucesso numa empreitada em que o crente esteja a realizar e que, porventura, seja suscetível de tribulação ou fatalidades (exemplo: itinerário de uma viagem, deslocamento, passagem por um local perigoso etc.), o que, também, para isso, é necessário “renovar o clamor” a cada interrupção fortuita ou suspensão necessária que se faz no percurso do objetivo final.
2. Revelação

A “Revelação” é o instituto de maior autoridade de fé, ensino e prática na Igreja Maranata. Para a liderança da Maranata, a maior autoridade espiritual em matéria de ensino cristão ou doutrina não está essência e primariamente na Bíblia Sagrada, mas, observa-se, que a “Revelação” é esta fonte maior de autoridade e justificativa para todas as doutrinas, usos, costumes e dogmas da Instituição. É ensinado que somente pela ”Revelação” é que a Bíblia Sagrada pode ser compreendida, pois, em especial, a liderança da Maranata “alcançou a revelação” e compreendeu a Bíblia “além da letra”, descobrindo aquilo que supostamente Deus houvera escondido durante os longos anos da história da Igreja e que, agora, nos últimos dias, revelara à “Igreja Fiel” ou à “Obra do Espírito Santo”, os chamados “segredos da Obra”. A liderança educa, implicitamente, os membros na compreensão de que Deus não registrou de forma clara e evidente o Evangelho do Reino nas Escrituras, por isso Ele, nos últimos dias, concedera a “revelação” a algumas pessoas para que pudessem reafirmar a “Obra do Espírito Santo”, complementado com novas doutrinas e costumes que não estavam claramente revelados ou mesmo não estabelecidos nas Sagradas Escrituras.

Os membros da Maranata aprendem, claro, a respeitar os ensinamentos da Bíblia, entretanto, conforme àquilo que previamente o Presbitério interpreta e estabelece como verdade. Logo, anuncia-se que a real confiança dos membros deve estar canalizada não naquilo que a Bíblia primariamente ensina – “a letra” -, senão naquilo que o Presbitério ou os pastores da Maranata diz ter obtido de Deus, ao interpretar as passagens bíblicas por “revelação” do Espírito Santo. As Escrituras Sagradas, portanto, têm a sua autoridade diminuída, sendo reputada como um livro comum de apenas relatos históricos, comumente definidas como “letra velha” ou “letra morta” – até mesmo é lhes atribuído um caráter mortífero ao afirmarem que “a letra mata, mas o Espírito vivifica” (leia-se: a “revelação” vivifica). Só através do acessório da “Revelação” é que as Escrituras podem ser destrinchadas, entendidas, naquilo que realmente elas querem ensinar para os verdadeiros servos fiéis que estão na “Obra do Espírito Santo”.

Na verdade, a tal da “revelação” cancela o ensino original da Bíblia em favor de algo novo, secundário e supostamente mais autoritativo, que, segundo essa teologia, Deus revelou somente há pouco tempo para a “Igreja Fiel”. Portanto, ensina-se indiretamente que – embora muitos, em sua ingenuidade, não percebam – a Bí­blia é apenas uma parcela da revelação verbal de Deus, e que Ele tem apregoado, ou continua apregoando novas doutrinas, de uma forma extrabíblica, à parte das Escrituras, ao Presbitério da Maranata. A “Revelação” é portada especialmente pelo Presbitério central ou Comissão Executiva da Instituição Maranata cujos componentes são estimados como aqueles que estão mais evoluídos em sede de “revelação”, de tal modo que é sob a justificativa de “revelação” que as novas doutrinas são elaboradas, os particulares dogmas são estabelecidos e os usos e costumes são impostos para todas as Igrejas da Maranata, cabendo tão somente aos demais pastores e membros, passivamente, aderir às “revelações” emitidas pelo Presbitério.

É inadmissível que a “Revelação” seja contrariada, desobedecida ou mesmo questionada, sob pena da pessoa ser acusada como pecadora de “idolatria” ou “blasfêmia contra o Espírito Santo”, que, em termos práticos, será ostracizada dentro no sistema e, por fim, convidada a se retirar da Igreja. Tais revelações vêm por inter­médio de algum “líder divinamente inspirado”, ao que se chama de “ungido do Senhor”. A Maranata, assim, atribui autoridade divina à pessoa dos pastores, pois que – quando falam, segundo eles mesmos, em nome de Deus, isto é, a “revelação” – são infalíveis e cujas palavras ditas “reveladas” têm a mesma autoridade ou mesmo maior autoridade do que as Santas Escrituras. Pela “revelação” ser a maior autoridade de ensino, nem mesmo argumentos ou questionamentos pautados na Bíblia Sagrada são admissíveis, porque é ensinado que qualquer prescrição bíblica que confronte com a “revelação”, verdadeiramente, é porque o questionador está lendo a Bíblia “na letra”, “na razão” e “não alcançou a revelação daquilo que está além da letra”.

Em virtude disso, as “revelações” supostamente emitidas por Deus, por intermédio dos pastores da Maranata, são impossíveis de serem testificadas ou avaliadas em sua procedência, porque jamais alguém poderá averiguar que o pastor falou de fato por intermédio de Jesus Cristo, cabendo ao membro tão-somente obedecer subservientemente. A “Razão” é antagônico da “revelação”, pois seria tudo aquilo que não se enquadra na “revelação” da Maranata, ou seja, aquilo que os pastores do Presbitério afirmam o que é o certo. Em suma, conforme a teologia da Maranata, as Escrituras Sagradas não são reputadas como a última revelação de Deus à Igreja, tampouco a maior autoridade de ensino cristão, muito menos o testificador daquilo é certo ou errado; senão, ensina, que Deus ainda hoje estar a “revelar” novas doutrinas, dogmas, práticas, usos e costumes, por intermédio de pastores, àqueles que se dispõem em ouvir a voz do Espírito Santo e viver a “Obra como forma de vida”, obedecendo passivamente as ordenanças e doutrinas emanadas do Presbitério.
3. Bibliomancia

A teologia da Igreja Maranata estabeleceu como dogma a utilização sistemática e imprescindível da Bibliomanciacomo instrumento norteador da vida em geral do crente da Maranata. A prática é feita rigorosamente da seguinte maneira: primeiro, ora-se recitando o “clamor”; depois, de olhos fechados, abre-se randomicamente a Bíblia, aponta-se o dedo indicador a esmo e ler um fragmento de um texto ou versículo; dependendo do teor, positivo ou negativo, se obtém supostamente a resposta divina – intitulada pela Maranata de “Consulta à Palavra”. Alega-se que a “Consulta à Palavra” é uma doutrina revelada por Deus para um povo escolhido e nobre que está disposto a ouvir a voz e realizar a “Obra do Espírito Santo”. A teologia da Maranata justifica a adoção dessa prática pelo o seguinte raciocínio: assim como nos idos da Velha Aliança os sacerdotes consultavam ao Senhor pelo Urim e Tumim, hoje no tempo da Nova Aliança, do Espírito Santo derramado, usa-se a estrutura e organização do livro Bíblia como instrumento de “consulta”.

É o meio pelo qual se utiliza para resoluções de dúvidas e tomadas de decisões do dia-a-dia. É enfaticamente ensinado que a “consulta ao Senhor” é devida a todo adepto no que diz respeito a qualquer decisão nas áreas da vida profissional, espiritual e sentimental – quando, por exemplo, for adquirir algum objeto ou bem, adentrar em algum negócio, realizar uma empreitada, iniciar algum namoro, definir o noivado e casamento, enfim, para saber se tal pretensão está sob a “permissão” e “vontade do Senhor”. Bem como é o recurso doutrinário que utilizam para “consultar a Deus” sobre a procedência de dons espirituais (visões e revelações) concedidos pelos membros. Ensina-se que a liderança, tanto sobre assuntos administrativos ou eclesiásticos, lança mão dessa prática para tomar conhecimento da suposta vontade divina – se Altíssimo aprova ou reprova determinada decisão administrativa ou doutrinária.
4. Pentecotalismo Indiscriminado

De doutrina pentecostal, os Dons Espirituais, para a Maranata, porém, são hermeticamente os nove mencionados na Carta aos Coríntios, com uma ênfase desmedida ao dom ciência que, segundo seu particular entendimento teológico, é subdividido em três categorias: revelações, visões e sonhos. Em toda reunião, especialmente em “Cultos Proféticos”, há abundante manifestação – a granel – de revelações e visões. Nos “Cultos Proféticos” ou nas reuniões de “Grupo de Intercessão”, as ditas “revelações” são dadas sempre com caráter adivinhatório para saber a razão dos sentimentos particulares que há no coração das pessoas, seja das que estarão no culto de logo mais (normalmente visitantes), seja dos membros que apresentam um comportamento nada satisfatório aos interesses do sistema; através das quais afirmam que o Senhor ou um anjo supostamente dará a benção libertadora ou apresentará seu projeto de Salvação ou, no caso de membro inútil ao sistema, Deus concederá uma “orientação”.

Por revelação, também, determinam nos Culto Proféticos quem serão os “varões” que ministrarão o louvor e a mensagem do culto convencional. A “revelação” também é utilizada como subterfúgio para revestir de autoridade inquestionável e cumprimento estrito das decisões da liderança sobre a vida dos adeptos, seja no disciplinamento e exclusão de membros, seja na concessão de funções e cargos eclesiásticos, seja no controle da vida alheia sobre aquilo que ela pode ou não fazer. As “visões”, por sua vez, são apresentadas sempre com mensagens ilustrativas e figuras metafóricas cujo teor também é adivinhatório e cuja interpretação sempre é interpretada logo em seguida, que a chamam de “discernimento da visão”. As “visões” também são a respeito dos sentimentos dos visitantes ou sobre a vida em geral dos membros. Condicionados com a profusão de “dons espirituais”, é terminantemente proibido que o culto convencional careça de algum “dom espiritual” (visão, sonhos ou revelação). Para tanto, pastores cobram, literalmente, do corpo de membros que “busquem” dons espirituais para apresentá-los no “Culto Profético” ou ao “Grupo de Intercessão” (quando se trata sobre a vida de terceiros), sob pena de a igreja ser reprimida ou de o adepto, que não é “usado em dons” corriqueiramente, ser estigmatizado como réprobo espiritual.
5. Culto-Profético

Culto-Profético consiste numa reunião que ocorre 30 minutos antes do culto convencional e que perdura mais ou menos 15 minutos. É destinado ao um “momento de busca” para que Deus dê “dons espirituais” (visões e revelações) referentes às necessidades do subseqüente culto, assim como o período em que testificam e interpretam os dons espirituais trazidos pelos presentes. A composição da reunião é de no mínimo 03 membros – para que a “consulta a Palavra” possa, de fato, ser executada – e necessariamente sob a liderança de um varão detentor de cargo eclesiástico. A reunião só é permitida àqueles que já fizeram o “Seminário de Principiantes”, exceção feita às crianças que podem participar, salvo, ilogicamente, permissivo até a adolescência, em que iniciarão um período de observação para se realmente estarão aptos a serem batizados. Após a devida oração de “clamor” e o obrigatório cântico de “louvor de clamor” que principiam a reunião, os componentes que foram agraciados supostamente por Deus, apresentam as visões e as revelações que dizem terem recebidos. Logo depois de os profetas contarem os detalhes dos eventos espirituais que obtiveram, os dons têm sua procedência testificada pelo crivo da “consulta à Palavra”, na melhor de três leituras de versículos bíblicos. Realizado a “consulta”, os dons que foram “aprovados pelo Senhor”, são interpretados pelos demais componentes da reunião, que eles chamam esse quadro de “discernimento da visão”. Por fim, escolhem 05 (ou 04) louvores para o culto convencional – que sejam sugestivos aos conteúdos dos dons espirituais apresentados e aprovados -, obedecendo estritamente à determinação de o primeiro hino ser um “louvor de clamor” (cuja letra há menção da remissão pelo sangue de Cristo) e os outros de glorificação, de arrebatamento, de crianças e “corinho” (hino curto e animado).
 5.1. A Consulta dos Dons

Consulta dos dons (visões e revelações) é realizada fundamentalmente pela “consulta à palavra” (Bibliomancia) durante os “cultos proféticos”. Após a apresentação do “dom espiritual”, alguém, presente no culto-profético, obrigatoriamente se levanta para recitar o “clamor” e orar para requerer a bênção de Deus para a “consulta”. De modo que, logo em seguida, 03 consulentes abrem as suas Bíblias aleatoriamente e cada um ler um versículo apontado pelo dedo, escolhido a esmo. Segundo a doutrina da Maranata, dependendo do teor dos versículos, obtém-se a resposta da procedência dos dons espirituais, na melhor de 03 leituras de versículos. Por exemplo, três positivos e nenhum negativo ou dois positivos e um negativo são resultados que expressam a aprovação de Deus; em caso inverso, não há aprovação de Deus. Porém, independente da resposta dada pela “consulta”, o dom espiritual sempre sujeitar-se-á, posteriormente, à vontade (opinião) do pastor ou “ungido”, que eles justificam pelo dogma do “Ministério Acima dos Dons”.
 5. Infalibilidade Pastoral

Infalibilidade pastoral é um dogma da teologia da Maranata o qual consiste que o Presidente e o Presbitério, bem como os pastores e “ungidos”, quando deliberam (leia-se “orientam”) algo em matéria de fé, moral (costumes) e sobre o destino da vida alheia, estão sempre corretos e dignos de absoluta obediência. Isto porque se acredita na Maranata, como na Católica, que, na clarificação solene e definitiva destas decisões, tais cargos e, sobre todos eles, o Presidente, gozam de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que os preserva de todo o erro e desvio, com o fim de orientar para que a “Obra” seja “perfeita” e “dinâmica”. Um dogma de altíssima relevância ao sistema e de obediência restrita por parte dos membros. A infalibilidade pastoral foi longamente discutida e criticada como doutrina católica-romanista, sobretudo pela Reforma Protestante, contudo, constatou-se que a Maranata resgatara esse conveniente dogma para seu sistema de liderança eclesiástica. O apelo à “unção da infalibilidade” é restrito somente aos pastores e “ungidos” (esses sob a tutela daquele), visto que suas decisões e “orientações” são ditas divinamente reveladas ou que estão em direta e íntima conexão com o Espírito Santo.

Uma vez proclamadas e definidas solenemente, as decisões transformam-se em “revelações” ou “orientações do Senhor”, ou seja, em verdades inquestionáveis e infalíveis que todo e qualquer crente da Maranata deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira ingênua, subalterna e irrevogável – até que venha outra “revelação” e a revogue, conforme os oportunismos da Instituição. Em caso de ponderações, contestações ou desobediência a pastores e às “revelações” do Presbitério, o membro incorrerá ao pecado da “Idolatria”, e, por desobedecê-los, “tocar-se-á nos ungidos do Senhor”, no que implicaria no pecado imperdoável – a “blasfêmia contra o Espírito Santo” – vez que se ensina que a figura do pastor age por ex catedra (posição revelada pelo Espírito Santo). Na verdade, esse recurso tem como objetivo isentar a liderança de futuras gafes, responsabilidades ou necessidade de retratações perante membros, ex-membros ou mesmo autoridades legais, para assim governar e dominar as pessoas sem justificativas e a bel prazer.
 5.1. Ministério Carismático

Na Maranata, considera a autoridade dos pastores, ungidos e acima de tudo do Presbitério como Carismáticados pastores, ungidos e, sobretudo, o Presbitério. Os líderes da Maranata são considerados muito especiais pelos seus liderados. Eles são vistos como pessoas que receberam revelações especiais do próprio Deus ou de anjos; reivindicam-se possuir uma missão designada por Deus e ensina-se que eles detêm habilidades especiais de modo que estão, dentro dos limites de seu ministério, acima de qualquer código de ética e não podem ser negados nem contraditos. Essas habilidades especiais são em decorrência da “unção” que supostamente receberam do Espírito Santo para atingirem um estado tal de espiritualidade avançada e superior que podem enxergar tudo de forma muito mais aguçada e entender a vida alheia mais do que a própria pessoa, de modo a exercer, a bel-prazer, o controle sobre os mínimos detalhes das vidas seculares e até sentimentais dos liderados, julgando e controlando-os com o pretenso objetivo de edificá-los espiritualmente.

Uma vez a liderança sendo carismática, fundamentalmente apela-se do subterfúgio da Espiritualização das decisões. Isto é, todas diretrizes, seja administrativas, doutrinárias e organizacionais, das mais simples a mais complexas, são justificadas como provenientes de “revelação” de Deus ao líder. Nada é feito pelo recurso do bom senso, da objetividade ou da dedução lógica, antes a “razão do homem” é perigosa e deve ser rejeitada, de tal maneira que as “palavras reveladas” da liderança são as que possuem a maior confiabilidade àquilo que seja o correto. Afirma-se que “nessa Obra” não há dedo do homem como a “religião”, pois tudo é revelado. Simplesmente tudo, conforme a teologia da Instituição, é Deus quem revela ao pastor ou ao Presbitério, ficando a responsabilidade dos liderados de somente obedecê-los. É muito comum, por isso, apelar-se à exaustiva repetição da frase “O Senhor revelou que…” ou “O Senhor mostrou que…”, com o fim da liderança revestir de autoridade e inquestionabilidade suas decisões e, de certa forma, coagir o cumprimento restrito e subalterno dos liderados. Porém, quando se resolve alterar alguma rotina, doutrina ou costume do sistema, não obstante alegarem que o próprio Deus mudou de idéia – revelou outro método -, justifica-se, na verdade, que é porque “Obra é dinâmica”.
 5.2. Ministério Acima Dos Dons

Ministério acima dos Dons é um dogma de alto cumprimento e observação na Maranata. Segundo o entendimento teológico da Maranata, esse particular dogma consiste que a opinião ou a vontade do ministério, observando a hierarquia (“ungido” e pastor, em matéria de igreja local; Coordenadores, Presbitério e Presidente, a nível geral), está acima de qualquer dom espiritual. A palavra do pastor, por essa doutrina, é a palavra final, e tem mais peso do que a própria “consulta” e do que um dom espiritual, o qual o pastor pode sustar ou aceitar sua aplicação, livremente. Todo dom espiritual, após ser “consultado”, deve, por fim, ser submetido pelo crivo do pastor, para ser endossado ou rejeitado. Ainda que Deus – suponha-se – conceda um sonho, uma revelação sobre a vida de determinado membro ou mesmo sobre a vida do pastor, o próprio pastor ou o “ungido” tem toda a autoridade de aprovar ou reprovar esse dom espiritual. Em suma, a vontade do pastor está acima da vontade do próprio Deus. Isso é facilmente observado nos Cultos Proféticos e Grupos de Intercessão quando há supostas revelações e visões sobre a vida particular dos membros, e o pastor, então, é quem dá o ultimato se elas deverão ser acolhidas ou rejeitadas, de acordo com suas conveniências e perspectivas.
 5.3. Cobertural Espiritual

Nas igrejas locais, como um espelho do governo central, o totalitarismo também é intenso, a respeito dos pastores sobre seus inferiores – Cobertura Espiritual. Ainda que a Maranata diga, em teoria, que seus pastores são doutrinados segundo o Evangelho de Jesus, na prática, sua autoridade religiosa é fundamentada e similar ao sacerdócio veterotestamentário, pois são figuras mediadoras ou canais entre Deus e a igreja; vez que suas palavras, ordenanças são sempre revestidas da capa das “revelações”, “orientações” e “profecias” de Deus que eles recebem sobre a vida alheia. Os adeptos da igreja são diretamente subservientes ao pastor da igreja local, tendo que sempre que lhes justificarem ou comunicarem, por exemplo, das suas decisões pessoais na área profissional (ou estudantil), na área sentimental e na área espiritual, a fim de obter o aval ou aprovação do pastor.

Por exemplo, viagens com a família, evangelizar, realizar determinados cursos em hora de atividades da igreja, até mesmo namoros e casamentos, também, só serão efetuados se passarem, de antemão, pelo crivo do pastor. É muito comum namoros serem desfeitos e casamentos serem proibidos (às vezes, até terminados) por ordens de pastores, sempre se justificando supostamente em revelações de Deus que dizem eles terem obtidos. O mesmo vale aos casamentos, que são contraídos por ordem do pastor – a partir da constatação de que o casal tenha condição financeira apropriada, e após alguns meses de namoro, entende-se que não há o porquê de não casar, se ambos estão, acima de tudo, firmados na Maranata -, pois, Deus dará a bênção, independentemente da maturidade do amor. Essas revelações sobre a vida alheia também podem ser oriundas de diáconos, obreiros, senhoras e professoras, contudo, devem previamente ser submetidas ao crivo do pastor. Ressalte-se que em alguns ministérios, namoros e casamentos ainda são incitados por revelação de algum pastor, prática dogmatizada no passado pela Maranata; mas o Senhor, hoje, revogou – justifica-se.
 5.4. Soluções Espiritualizadas

Dado ao ensino das Decisões Espiritualizadas e que a liderança e liderados devem responsabilizar todas as suas ações à pessoa de Deus pela Bíbliomancia, logo, condicionara-se a compreender que os desdobramentos e implicações da vida são sempre solucionados e explicados pela visão do Reducionismo religioso ou doSimplismo das espiritualizações. Sejam circunstâncias seculares, sentimentais ou espirituais, ensina-se que tudo é solucionado e explicado através de uma visão espiritualizada e simplista de causa e efeito. As soluções e explicações da vida do crente estão conforme àquilo que ele, enquanto adepto da Maranata, gera em função de cumprir e praticar as atividades e doutrinas da Maranata. Em outras palavras, recorrem a uma teoria reducionista religiosa que tribulações seculares seriam decorrente da falta de obediência e fidelidade ao sistema; ao passo que vitórias profissionais, estudantis e sentimentais são sempre associadas à obediência às tarefas e práticas da Maranata. Sempre explicam as circunstâncias da vida através desse simplismo infantil. Apresenta-se uma fé de causa e efeito, uma religião mecânica, que, no fim, converge ao entendimento de servir a Deus segundo o utilitarismo das partidas e contrapartidas.
6. Teofanias e Aparições

As Teofanias e Aparição de Anjos são relatadas na Maranata em uma abundância impressionante. Conta-se que anjos ou “um ser de branco” (Jesus) estão sempre se fazendo presentes às dependências da instituição e em ambientes onde há adeptos da Maranata, sobretudo nos locais de cultos e “maanains”, de modo que alguns membros são capazes de vê-los e ter experiências únicas de até contatos visuais e físicos. Nos seminários, reuniões e cultos, no momento das ministrações, afirma-se que alguns irmãos vêem anjos, invisíveis, que estão sempre a trazer libertações, operando curas, retirando pecados e opressões espirituais no interior das pessoas, bem como concedendo até dons espirituais quando os adeptos estão reunidos em Cultos Proféticos e Grupo de Intercessão.

Relata a liderança e alguns membros que ela própria e alguns adeptos – que normalmente ninguém sabe quem são – estão a sempre a ter tais experiências teofânicas e a ver anjos em corpo presente, cujas aparições mais comuns são: ora vigiando e assegurando as regiões limítrofes do “maanaim”; ora concedendo “experiências de salvação” às pessoas; ora trazendo consigo mensagens proféticas de Deus à Maranata; ora curando familiares de pastores; ora trazendo “cola” de vestibulares e concursos a estudantes “valentes” dedicados à “Obra”; ora informando pessoalmente novos louvores, costumes e práticas religiosas a líderes e membros mais espirituais da Maranata.

A liderança costuma ensinar que, diante das suas numerosas experiências com anjos, constatou-se que eles sempre estão a trazer consigo “bênçãos” aos irmãos que estão presentes nos cultos, reuniões e seminários, de modo que aqueles que faltam às atividades eclesiásticas acabam fatalmente perdendo essas ”bênçãos”, pelo fato dos anjos não ter lhes encontrado lá, na hora do evento. Também, visões e revelações alcançadas pelos adeptos são fundamentadas, em quase sua totalidade, por manifestações angelicais que sempre estão a operar na vida das pessoas. Orações também são dirigidas a Deus a fim de que Ele possa enviar o “anjo da cura”, ou o “anjo da libertação”, ou “anjo da proteção”, enfim, a depender das necessidades do orador.
6. Meios de Graça

Os “Meios de Graça” é uma doutrina que, depois da “Revelação”, da Bibliomancia e do “Clamor”, é a mais importante da teologia da Maranata. Trata-se de uma readaptação dos “meios de graça” do catecismo de Westminster e dos estudos de John Wesley às práticas dogmáticas da Maranata. Segundo a liderança da Maranata, Deus revelou um segredo para si, “Cinco Armas Espirituais, que os servos fiéis poderiam executar para o crescimento espiritual, assim como para vencer e solucionar as tribulações da vida secular, familiar e sentimental. São os 05 Meios de Graça:

a) Madrugada é a reunião de orações que deve ser fundamentalmente realizada nos templos da Maranata, estritamente às 06h:00min da manhã. É expressamente determinado que todo membro envolvido no sistema se faça presente ao templo para o “culto da Madrugada”, pois, em especial, é através da participação efetiva nesses cultos que os membros são “aperfeiçoados” na vida espiritual e “libertos” de problemas da vida. Acredita-se que a presença à liturgia da “madrugada” como uma condição em si mesma para que o adepto torne-se espiritual e vença as adversidades da vida secular;

b) Jejum, de sábado para domingo, rigorosamente cronometrado de 00h:00min até às 09h:00min; sim, por incrível que pareça, parte do jejum é dormindo. Alegam que tal horário foi revelado pelo próprio Deus, pois que estaria de acordo com o relógio da Eternidade e, após os fundadores da Maranata (atuais líderes) terem pelejado bastante em 72 horas de jejum à época, hoje Deus, por misericórdia, concedeu essa condição/horário bem confortável para “jejuar”;

c) Louvor, entoar somente os “louvores revelados” por Deus à Maranata. Ensina-se que os hinos de exclusividade do hinário da Maranata são advindos diretos da Eternidade (por emissão de anjos ou do Espírito Santo) aos seus compositores, de tal modo que somente esses hinos são os permitidos para serem entoados na congregação. Assim, louvores cristãos de outros grupos são rebaixados espiritualmente, considerados como “cospel”, “da mescla”, “sem revelação” ou “do homem”, por isso, são terminantemente proibidos de serem entoados pelos membros – salvo raríssimas exceções, como alguns cânticos tradicionais de domínio público;

d) Oração, realizada lançando mão do recurso irremediável do “clamor”;

e) Palavra Revelada, é um nome pretensamente piedoso, com ares de espiritual, dado pela teologia da Maranata ao método exegético da Interpretação Alegórica das Escrituras. Esse dogma é uma forçada interpretação alegórica das passagens bíblicas, nas quais, segundo a Maranata, se pode encontrar oculto, “além da letra”, as verdadeiras mensagens reveladas por Deus à Igreja, que somente alguns servos fiéis conseguem “alcançar” a tal “revelação além da letra”. Trata-se, na verdade, de uma espécie de cabala cristã ou da antiga interpretação alegórica cujo precursor fora o teólogo judeu Filo de Alexandria. Ensina-se que ao decifrar as supostas mensagens ocultas dos simbolismos, tipos e números das Escrituras, a pessoa é agraciada pelo Espírito Santo (o dom da sabedoria) com tal da “Palavra Revelada Além da Letra”. Julga-se que a mensagem divina “revelada além da letra” é a maneira real que Deus se agrada dos seus servos em transmitir a sua Palavra; ao passo que o sentido primário e objetivo da mensagem bíblica seria meramente “letra morta” ou “velha”, visto que a “letra mata mas o Espírito vivifica” (entenda-se como “revelação além da letra”). Alega-se que só a Maranata “alcançou” esse “segredo”.

Os Meios de [obter] Graça devem ser feitos periodicamente pelos adeptos, a fim de crescerem cada vez mais na graça e na comunhão com de Deus, bem como para se libertarem das tribulações e das opressões do Inimigo. Embora a Palavra apregoe que a Salvação e a Graça de Deus vêm através da fé em Cristo Jesus, a teologia da Maranata induz uma compreensão confusa, pois além de pregar isso, prega que sem o exercício e a prática reforçada dos “Meios de Graça” – que se denomina “pagar um preço”- o crente não terá méritos para adquirir bênçãos, graça e dons espirituais de Deus.
7. Escatologia

Segundo a isolada Teologia Escatológica da Maranata, o Presbitério obteve uma revelação divina na qual lhe passou “segredos” sobre a interpretação bíblica sobre os relatos dos Últimos Dias, segredos que as demais Instituições desconhecem. Afirma o Presbitério que as trombetas relatadas no Capítulo 8 do Livro de Apocalipse já tiveram as suastrês primeiras já tocadas em nosso tempo, de modo que estaríamos vivendo a iminência da quarta trombeta. Para o órgão responsável pelo doutrinamento da Maranata, a Primeira Trombeta fora já tocada quando a terça-parte de todo o verde da Terra já fora queimado e destruído – embase-se tal dogma em especulações de estudos científicos, como o desmatamento da Amazônia e queimadas na África; a Segunda Trombeta também já fora tocada, quando se afirma que a terça-parte da vida marinha estaria morta – ampara-se para tal dogmatização em estudos do falecido e famoso oceanógrafo Jacques Cousteau – entretanto, o Presbitério esquece-se de “provar cientificamente” sobre o destino da terça-parte dos navios e embarcações; e a Terceira Trombeta, que também fora já tocada, pois que a terça-parte da água potável dos rios e lagos do planeta se tornaram amargas e salobras – é também tal afirmação dogmática justificada “cientificamente”. Por fim, alegam que o anjo do Senhor responsável pelas tribulações dos Últimos Dias, quando “encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra”, na verdade, não se trata de uma ação de juízo, senão que o anjo manejou o Espírito Santo e o derramou sobre a vida dos crentes.
8. Batismo sob Permissão Divina

Batismo nas Águas só é permitido caso o neófito seja previamente aprovado por uma suposta revelação de Deus ao “Grupo de Intercessão” – “se o Senhor permitir” – independentemente da confissão de fé e postura do neófito. Após o referido grupo pôr em pauta os detalhes da vida e aferir credenciais e atributos do novo convertido, e depois do pastor ouvir as opiniões dos componentes de tal grupo sobre a vida do neófito, no fim, algum dos componentes entrega a “revelação” de aprovação ou reprovação, e o grupo decide se o neófito pode ou não ser batizado, através da testificação da “revelação” pela “consulta ao Senhor” (Bibliomancia). Deus, segundo a Maranata, revela a tal grupo que determinado neófito está apto ou não para “descer às águas”. Caso Deus aprove, será batizado; caso contrário, aguardará alguns meses, até o período de batismo para novamente ser submetido ao “Grupo de Intercessão” (e à “consulta”), para testificar se agora Deus permitirá se o neófito pode, finalmente, batizar. Por fim, ressalte-se que a Maranata não vê com bons olhos o novo membro egresso de outra Instituição Evangélica que já é batizado, de modo que é comum eles serem jeitosamente convidados a batizarem novamente, mas agora sob a atmosfera da Maranata; pelo que o neófito, geralmente, acaba cedendo – por força da inclusão social – a fim de se sentir aprovado e aceito no sistema.

Batismo no Espírito Santo não se considera pela constatação real dos frutos do Espírito Santo, ou seja, pela transformação numa nova criatura pela habitação do Espírito na vida do crente ou pela manifestação dos carismas espirituais, mas, segundo a teologia da Maranata, a constatação de que o adepto fora agraciado com a habitação do Espírito Santo é feita de modo similar ao crivo da “permissão para batizar” no “Grupo de Intercessão”. Nesse caso, é pela bibliomancia também, contato que agora é realizada de forma pessoal. No final do “Seminário de Principiantes”, na última aula, os veteranos ouvintes do seminário se retiram do recinto, permanecendo somente pastores, diáconos e os neófitos. Os neófitos presentes são convidados a realizarem a “Consulta à Palavra”, com o “clamor” antes devidamente recitado para revestir de sucesso o ato, a fim de obterem a “resposta de Deus” se eles, cada um dali, receberam o “Batismo no Espírito Santo”. Após abrir a Bíblia e escolher aleatoriamente o verso, o neófito aguardará que um pastor ou um diácono achegue a ele para aferir o teor do versículo. O neófito que for aprovado pelo crivo da bibliomancia (verso com teor positivo), fora “batizado no Espírito Santo”, logo, estará antecipadamente pré-aprovado para batizar nas águas e apto a ir aos períodos mais avançados dos seminários. Caso não seja “batizado no Espírito Santo”, terá que aguardar um tempo, em espera ao próximo “Seminário de Principiantes”, para então repetir novamente tal ato bibliomântico na última aula, para assim, talvez, ser finalmente “Batizado no Espírito Santo”. Frisa-se que a reprovação do neófito nesse “Batismo” (versículo de teor negativo), de antemão, já o proíbe automaticamente de “batizar nas águas” – “o Senhor não permitiu”, até o dia que seja “batizado no Espírito” no seminário.
9. Marcas do Passado

Na teologia da Maranata é ensinado sobre as “Marcas do Passado”. Tal dogma significa que certos membros devam ser irredutivelmente desconsiderados, em herança àquilo que ele cometera no passado, para aquisição de cargos e funções que são diretamente ligadas à liturgia e à doutrina eclesiástica da Instituição (obreiro, diácono, ungido, pastor, senhora linha de frente e professora etc.). Sabe-se que na doutrina cristã todo ser humano fora pecador e é nascido de novo quando crer e arrepende-se e é transformado em nova criatura em Cristo, mas na evolução da teologia da Maranata é levado em conta que certos pecados ficam, porém, eternamente estigmatizados na vida do crente, de tal modo que, por “revelação do Senhor”, não é permitido que o adepto “marcado” possa ter os mesmos direitos de qualquer outro crente da Maranata. Atos de outrora como vida despudorada, criminalidade, fichado na polícia, ex-presidiário, pecado sexuais, casado mais de uma vez, filho bastardo, divorciado, enfim, atos dessa estirpe “religiosamente escandalizáveis“ são considerados como “marcas do passado”. O membro detentor de uma “marca do passado” está fadado eternamente a meras atividades de higienização e manutenção de patrimônios; salvo algumas exceções que alguns, a depender da projeção no sistema e envergadura social, são contemplados, no máximo, com o cargo de obreiro ou professora, devido a algumas conveniências, implicações empáticas e parentescas junto à liderança.
 9. Dízimo

Sobre o Dízimo e Dinheiro, publicamente nada é falado, como, por exemplo, são as cobranças de dízimos e ofertas na “Religião”, alega a liderança. Adota-se, porém, o estabelecimento do dízimo judaico – o legalismo dos 10% dos vencimentos – cobrados, indiretamente, em reuniões fechadas, em reuniões sobre batismo e em algumas aulas de Seminários, sob pena do “desacertado” ter as funções cassadas e “diagnosticado” como “enfermo espiritual” caso habitualmente pare ou diminua o valor de suas contribuições. Haja vista que há um controle de quem são os dizimistas da igreja, assim como o quanto eles contribuem. Os dizimistas necessariamente devem entregar o dízimo com o recibo e canhoto devidamente preenchidos ao “tesoureiro” da igreja, para facilitar o controle, no que, também, impede as doações de caráter particular.

Em teoria, os pastores não são remunerados, pois eles não são “profissionais da Bíblia”, pois o certo é servir voluntariamente, já que a Bíblia não aprova isso – consoante os ensinos da teologia da Maranata. É muito comum, portanto, a liderança se extasiar e se desfazer de outras Denominações religiosas por causa dessa política diferenciada que envolve dinheiro. Entretanto, não há transparência nos gastos e arrecadações da Instituição, e nem memorial descritivo dos custos e apuração da igreja local. Tudo é oculto e nada pode ser revelado, sob pena do membro que deseja obter tais informações ser boicotado e discriminado pela liderança e membros.

 

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.” 2 Timóteo 4:3-4

fonte: http://obramaranata.wordpress.com/dogmas-e-costumes/

igreja cristã maranata - na ICM não vai melhorar não se iludam, principalmente, não fiquem com esse discurso que não estou olhando o homeme estou olhando o Senhor, por isso não convence nem a vocês mesmos, não é por que somos servos que devemos sofrer tantas humilhações, e danos morais desse tiranos com capa de pastor

é verdade irmãos, uma irmã que está na seita ainda, estudou comigo desde pequena e agora tbm não me cumprimenta, também esposa de diácono, nenhum dos dois me cumprimentam, e ainda perguntam , por que estou chateada com eles para a minha mãe como se nada tivesse acontecido, é um absurdo uma falta de respeito e consideração uma pessoa que conheço há uns 14 anos fingir que não me vê para não me cumprimentar sinceramente, tenho nojo dessas coisas,
Graças a Deus eu e meu marido saimos do ninho, está sendo dificil esse processo de desintoxicação, mais Graças a Deus, o Senhor tem nos abençoado, pois Ele mesmo foi quem nos tirou de lá com mão forte, apesar de tudo eu e meu marido estamos felizes servindo ao Senhor em outra igreja, uma igreja evangélica onde os irmãos amam ao seu próximo uma benção, temos liberdade para adorar.
Gostaria de deixar um recado para quem ainda está indeciso; persista , ore, peça ao Senhor para te direcionar um lugar para vocês o adorarem em espírito e em verdade, não tenham medo, peçam ao Senhor para libertarem vocÊs dessa seita e ele os abençoará, não deixem o tempo passar, pois o que está acontecendo na ICM não vai melhorar não se iludam, principalmente, não fiquem com esse discurso que não estou olhando o homeme estou olhando o Senhor, por isso não convence nem a vocês mesmos, não é por que somos servos que devemos sofrer tantas humilhações, e danos morais desse tiranos com capa de pastor, esse bando de meias-solas, deixem que Deus guie o caminho de vocês e não o homem e terão uma experiência verdadeira com ele.
Graça e Paz a todos os irmãos do blog.

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/02/decididamente-nao-ficarei-no-ninho/#comment-15745

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

igreja cristã maranata - O que poderíamos sentir, a não ser tristeza pelos que ainda estão lá ou tem parentes lá dentro?

Tristeza…

A Paz Do Senhor meus irmãos

O que poderíamos sentir, a não ser tristeza pelos que ainda estão lá ou tem parentes lá dentro?

Está no mundo, Cancer
https://www.box.com/s/51bd8c33de516edc2623

Estão Esperando mais e-mais:
https://www.box.com/s/db2b15208e94822f5a64

O Amor ao Proximo. Isso ai é fruto do Espirito?
https://www.box.com/s/41a44e1b0fd5ce5e786b

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/03/fabrica-de-meia-solas/#comment-15673
O que mais me incomoda é o Comendador e sua cupula estarem fora da cadeia. Qualquer país mais evoluído as autoridades ja tinham botado toda essa gente na cadeia, e eles agem com maior cara de pau enganando os membros, mentindo
http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/04/nota-a-imprensa/
Isso me incomoda muito, tantos males, crimes(em tese) eu não consigo aceitar, cada dia que passa e o Comendador e sua cupula livres é um tapa na cara da gente.

Revoltante! Deus me de paciência a mim e há tantos que querem a verdade e justiça triunfar! Hoje não tenho muito que falar, pois estou incomodado com essa quadrilha! Falei

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/03/fabrica-de-meia-solas/#comment-15673

igreja cristã maranata Carapina na Serra - Mas pior que ver esse tirano tomar essas atitudes bárbaras em pleno século vinte um, é ver um bando de barbados obedecendo e deixando esse ditador mandar nas suas esposas e nos seus filhos

CV e irmãos,

Ontem, dia 30 à noite , na reunião para pastores, ungidos, diáconos e obreiros com suas respectivas esposas, em Carapina na Serra- ES, Gedelti Gueiros proibiu todos ali presentes de sequer cumprimentar quem saiu da sua “obra perfeita” .

Essa é mais uma atitude desse déspota, que se acha no direito de conduzir a vida dos outros, do jeito que ele bem entende. Mas pior que ver esse tirano tomar essas atitudes bárbaras em pleno século vinte um, é ver um bando de barbados obedecendo e deixando esse ditador mandar nas suas esposas e nos seus filhos. Que vergonha!

A Paz!
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Amados,

O Blog registra a história do triste fim de “jornada de quarenta anos”.
http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/12/triste-fim-de-jornada-de-quarenta-anos/

O olhar caolho do construtor de heresias expressa as “marcas do passado” de quem não consegue andar, falar e pensar, a não ser, enganando a si mesmo e aos demais. Ele deixou esta geração de icemistas apertada no beco sem saída e no rumo da “operação do erro”. Entenda o DRAMA.

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/08/beco-sem-saida/
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http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/12/banquete-de-ladroes/
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http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/04/nota-a-imprensa/
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http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/03/o-clamor-publico/
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Lembrando o que nos foi enviado:

Está no mundo, Cancer
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https://www.box.com/s/51bd8c33de516edc2623
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Estão Esperando mais e-mais:
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https://www.box.com/s/db2b15208e94822f5a64
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O Amor ao Proximo. Isso ai é fruto do Espirito?
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https://www.box.com/s/41a44e1b0fd5ce5e786b
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TRISTEZA!

CV.

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2012/06/discriminacao-e-preconceitos/#comment-15670