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sábado, 2 de junho de 2012

igreja cristã maranata - Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais

Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais

Após as denúncias de desvios milionários de dízimos da Igreja Maranata, toda a cúpula da denominação, incluindo seu presidente, Gedelti Gueiros, estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal por uma série se crimes, incluindo estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.

Entre as irregularidades investigadas pelo MPF estão compra de equipamentos de videoconferência de forma irregular em outros países, e o envio de remessas de dólares para o exterior. As denúncias envolvendo compra irregular de dólares aparecem até mesmo na investigação feita pela própria Maranata no final do ano passado. Já os equipamentos de videoconferência, que compõe um sistema que interliga os templos no Brasil e no exterior teriam sido comprados nos Estados Unidos e no Paraguai e trazidos para o Espírito Santo de forma irregular, na mala dos fiéis.

De acordo com os depoimentos, os pastores da igreja alegam que o dinheiro, que era levado para fora do país na mala dos fiéis, serviria para ajudar os “irmãos no exterior”.

De acordo com o Gazeta Online, o autônomo Julio Cesar Viana foi flagrado transportando rádios e projetores estrangeiros sem nota fiscal, dentro de uma mala. Viana, cujo nome aparece na descrição de vários documentos de caixa da Maranata, chegou a ser denunciado, mas apenas pelo transporte dos equipamentos.

A Igreja declarou-se tranquila sobre o caso e publicou uma nota na qual afirma que se antecipou e já procurou tanto a Receita Federal quanto a Receita Estadual solicitando que apurassem as possíveis irregularidades na compra dos equipamentos de videoconferência. Sobre as denúncias de envio de dólares para o exterior na mala de fiéis, o texto da nota afirma que desconhecem o assunto. A nota diz que “não há registro oficial na Igreja Cristã Maranata de envio de recursos financeiros para o exterior”.

Fonte: Gospel+

fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/cupula-igreja-maranata-investigada-crimes-federais-31926.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pastor da maranata usa visão para justificar desvio de dinheiro na maranata

Pastor usou "Visão" para justificar desvio de dinheiro na compra de eletrônicos




foto: Letícia Cardoso l Rádio CBN Vitória 93,5 FM

Advogado da Maranata, Sérgio Carlos de Souza

Para o advogado da Maranata, Sérgio Carlos de Souza, Deus não mostra caminhos para fazer algo errado. Refere-se ao uso equivocado da “visão” por parte de quem cometeu irregularidades.



 
O documento de compra de equipamentos eletrônicos para a Igreja Cristã Maranata mostra que a transação comercial foi aprovada por uma “visão”. A anotação está em um dos recibos investigados dentro de um esquema de corrupção para desviar recursos provenientes do recolhimento do dízimo, montado na cúpula da instituição.

A Rádio CBN e o Jornal A Gazeta revelaram ainda o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores no esquema. O desvio foi identificado em uma investigação da própria igreja e foi parar na Justiça, onde aparece o nome do vice-presidente da instituição, Antônio Ângelo Pereira dos Santos.

A “visão” faz parte do rito espiritual da igreja. A compra que teve o auxílio dessa experiência foi para adquirir 300 projetores pelo valor de R$ 330 mil. Parte desse total foi adiantada ao fornecedor.



Para o advogado da Maranata, Sérgio Carlos de Souza, essa pode ser mais uma situação que faz parte do conjunto de irregularidades que foram praticadas contra a instituição. “Deus não mostra caminhos para fazer algo errado. Para acobertar um procedimento ilícito, a pessoa conta qualquer tipo de história”, pontua.

Ele assinala ainda que apesar da gravidade dos fatos – referindo-se aos desvios –, assinala que a Igreja Maranata está tranquila por ter a certeza de que todas as providências estão sendo adotadas para preservar a instituição e ressarcir os prejuízos ocasionados pelo desvio.

Afastamento

Entre elas está o afastamento de três pastores e um diácono – incluindo o vice-presidente do Presbitério –, alem do contador Leonardo Meirelles de Alvarenga. Há ainda uma ação judicial e pedidos de investigação feitos ao Ministério Público Estadual e à Receita Federal.

A forma como as denúncias vêm sendo apuradas pela Maranata acabou causando insatisfação em um grupo de fiéis, que decidiu abandonar a igreja. O grupo também protocolou denúncias em vários órgãos, pedindo que o caso seja investigado.

“As pessoas passaram a assistir a um culto frio que outrora não era, em que se procura defender mais ideais institucionais”, argumenta Leonardo Lamego Schuler, advogado do grupo dissidente.